As pessoas não cansam de falar
como o mundo está mudado. Até os jovens inundam (ou seria com ‘m’ nesse caso?!)
os feeds das redes sociais apresentando detalhes de suas infâncias sem iPhone.
Pois é, está mudado mesmo. Constatar isso não é chato, o que o torna é
transformar as mudanças em comparativos de qualidade. É a trupe dos ecochatos
da infância!
Os jovens estão sim mudados. Só
que os jovens pais também eram diferentes dos jovens avós. A diferença das
mudanças entre os jovens avós e os jovens pais é pequena e discreta quando se
pensa no turbilhão de mudanças diárias que diminuem os anos de uma geração e
tornam as novas crianças, adolescentes e adultos partes e apartes. Tecnologia,
simples tecnologia. Tecnologia que criou o famoso termo globalização e que com
ele justificou quase todas as mudanças sociais, em relacionamento e isolamento.
Ouve-se que os jovens não têm
mais capacidade de se comunicar, que vivem isolados. Comentam sobre a instabilidade
dos relacionamentos ou a fugacidade dos amores. Os filhos não são mais bem
educados e os pais não são respeitados.
Ecochatos! Parem de rotular, de
comparar. Percam menos tempo dizendo que as coisas estão diferentes e mais
aproveitando as diferenças. Compartilhe menos tais mensagens no Facebook e
brinque com seu filho na rua. Culpar o governo também é uma saída fácil. O
Kinder Ovo não custa mais um real e você não vai mais ao shopping com dez
reais. Só que seu salário aumentou e suas opções de filmes na internet também.
Os jovens hoje estão
conformistas. Não é o caso. Apenas, pelo menos aqui, há a intenção de se
aproveitar mais ao invés de perder tempo reclamando.
A comunicação nunca vai morrer.
Ela pode mudar. É o que acontece. Hoje o jovem se expõe bem mais. Diz o que
pensa, mostra aonde vai, o que ouve e ainda transmite as imagens daquilo que
come, acha engraçado e detesta. Não manda mais carta, talvez pouco ligue, mas
não desconecta o Whatsapp. Tem sempre abertas cinco janelas de conversação.
Amar também pode ter ficado mais
fácil. Ou difícil, já que se ama tanto. Nunca antes na história desse país se
amou tanto. O lado negativo é evidente, mas as sociedades já passaram pelo
casamento arranjado, por conta de dotes e tantos outros. Ficavam para sempre
amarrados a esses relacionamentos. Talvez seja melhor amar tantos e todos.
Poxa, a menina tem 15 anos e está transando. Quantas se casaram com 16, com
caras mais velhos e que não sabiam nem o que era amor?! Ora, hipocrisia!
Certa época, os filhos respeitavam
mais os pais. Respeito não pode ser confundido com medo, falta de diálogo. Não
criem polêmicas. Entendam que o pedir bênção é muito mais uma simbologia do que
respeito, de fato. Os pais têm conversado mais com os jovens sobre tudo.
E se a violência não deixa mais a
brincadeira acontecer nas ruas, a tecnologia não é vilã. Quem acredita nisso,
deveria usar melhor o tempo e a criatividade. Afinal, se uma coisa que os mais
velhos e os mais novos sabem é que é em tempo de crise que se cria. Reclamar
não é o mesmo que militar e mudar. Aproveitar não é o mesmo que conformismo.
Entendam.
O texto abaixo foi a minha contribuição para um fórum, da disciplina Computadores na Educação, que tinha a discussão baseada no vídeo acima e na geração Y (ou C).
Então, o Rafinha tem 16 anos, o vídeo é de 2007, hoje teria 20. Tenho 22, recém completados, e me sinto dessa geração. Estou o tempo todo conectado, pelo celular ou pelo computador. O tempo todo! Tenho Facebook, Twitter, msn, bbm, whatsapp e, se por um acaso, não conseguem me encontrar, a bateria de algum aparelho acabou.
Acredito que o caminho natural é esse. Só que a minha realidade ainda é nova. É nova para meus pais, tios e a maioria dos professores que tive e tenho contato. Aí que entra um problema que me incomoda muito.
Aceita-se que as coisas não vão voltar a ser como antes. Não se manda mais cartas, não se compra mais cds, livros ainda são utilizados, mas não se sabe até quando. Eu ainda acho que sempre existirão! Assim como rádios e canais de tv não serão substituídos. O caminho natural é a convergência! E é na tentativa de incorporar, de atrair a geração atual que o pecado daqueles que não cresceram como nós fica evidente. Não adianta trazer um tablet para sala de aula sem saber como tratar, de forma que os alunos entendam e não achem aquele tablet ali apenas uma "forçação de barra".
Quando comentado aí no fórum sobre o risco que é a tamanha oferta que a internet tem, concordo. Encontra-se de tudo! Só que o mesmo acontecia antes. Numa mesma escola, tinham aqueles com assuntos inteligentes, de conteúdo e com um português bem construído, por exemplo, como tinham os fúteis e que pouco acrescentavam com suas conversas. Agora acontece o mesmo. Só que é mais evidente, afinal, o mundo todo está conectado, não mais uma única classe de aula isolada.
Sou um pouco pessimista, negativo, em relação a forma que as gerações diferentes podem lidar. Um neto tem uma boa relação com seus avós independente dos meios que utilizam. Um professor que não sabe (muitas vezes, não gosta) pode prejudicar muito mais seu trabalho quando tenta (por boa vontade ou por ordem) implantar elementos que não lhe pareçam naturais. Talvez, no futuro, as gerações sejam mais próximas. Tenho como exemplo uma professora, na faixa dos 20 anos, que demonstrou uma carreira em ascensão, com conteúdo de qualidade e linguagem (em um sentido amplo) que não fugia daquela exigida para uma professora, mas que conquistou a geração do VC e demonstrou êxitos que nem o mais tradicional nem o mais moderninho conseguiram.
Hoje não fui a aula de História, na UnB, não fui ao estágio, vou estourar minhas faltas em Língua Portuguesa, agora à tarde, e ainda não sei como vai ser com Problemas Brasileiros Contemporâneos, à noite. Estou com dor! Mais tarde, tenho médico. Ou ele resolve meu problema ou serei um blogueiro em tempo integral. Enquanto isso, vamos conversar...
MEU ANIVERSÁRIO Dia 1º está chegando e esse é com certeza o dia mais feliz do ano pra minha mãe: é quando eu paro de fazer planos! Vai cair em uma quinta-feira. Possivelmente, a comemoração será no fim de semana, mas é que eu não consigo passar o dia, em si, em branco. A última vez que isso aconteceu foi no meu aniversário de 18 anos. Eu comemorei com amigos um dia antes e depois também. Só que no dia, minha mãe estava envolvida com um trabalho. Era a produção de uma Ópera na Torre de TV. Enquanto ela trabalhava, fui para o shopping. Fiz meu primeiro cartão de loja, afinal, eu alcançara a maior idade! Mais tarde, fui para a Ópera, que acabou de madrugada. Recebi telefonemas, mas não tantos. Afinal, os amigos menos próximos já tinham comemorado. Foi triste! Desde sempre, 1º de Setembro é a data que eu mais gosto. Passá-la em branco não dá. Geralmente comemoro com amigos, com família e, se Deus ajuda, com namorada. Por isso, já até encomendei alguns salgados e bolo para os familiares mais próximos. Isso porque além de gostar muito de comemorar, eu ainda divido a vida em departamentos (essa regra anda caindo em desuso).
MONOGRAFIAS E O TESÃO Semestre passado, ainda no antepenúltimo semestre de Administração, fiz a monografia do meu curso. O tema: "O uso do Twitter como ferramenta de Marketing". Acho que levou 4 meses para começar a estudar, fazer o referencial teórico, realizar a pesquisa, analisá-la e propor as ações. A nota foi 10, de ponta a ponta. Empolgado, já procurei uma orientadora na UnB, para começar o trabalho final de Pedagogia, essa sim, à época, no penúltimo semestre. Achei, definimos o tema e recebi algumas indicações de literatura. Eu tinha as férias para ir adiantando. Na minha cabeça, era para terminar já o referencial teórico. Só que depois de uns 3 anos, foi a primeira vez que eu tive férias por duas semanas de tudo. TUDO! Não li nada. Apenas amadureci a ideia da pesquisa. O último semestre começou e eu continuo empacado! Tenho 4 meses para realizar tudo. Aí me dizem: mas você fez isso semestre passado. Na verdade, eu me falo isso e tento muito acreditar. Sabe qual a diferença? Tesão. Sério. Não tem a ver com o quanto eu tenho (ou não) transado, mas sim com a vontade e o prazer de ler e escrever sobre. Twitter foi apenas um pedaço de um universo que eu cada vez mais me interesso, me dedico e faço planos (de ficar rico). Já na Pedagogia, NADA me atrai. Quer dizer, esse semestre até que tem umas calouras... Só que eu não posso monografá-las. Muito triste! Não me arrependo de ter feito dois cursos, ao mesmo tempo. Por mais que eu não goste de Pedagogia, gosto da UnB e trago boas vivências de lá, mas uma coisa eu falo para todo mundo: faça apenas o que ama. Não seja doido como eu, se também não for igualmente racional.
SAUDADES E O CHURRASCO
Semana passada, um dos meus professores leu esse texto e depois de achar muito clichê, comecei a ver o tanto de coisa que se identificava ali comigo. Pronto, tristeza bateu e inflamou a dor de cotovelo. Haja sertanejo! Haja e aja. E se tem uma coisa que essa saudade faz (além de obrigar a mim e aos meus amigos a virar o copo de cerveja no bar a cada nome dela citado) é pensar em como as coisas podem mudar sem nenhuma ação pontual. A gente não precisa matar pra alguém morrer e nem brigar para alguém se afastar e nos odiar. Talvez quando há briga, quando há algo de verdade, seja mais fácil. Quando não tem, fica tudo por conta da nossa imaginação e das letras do Jorge e Mateus. E eu tava pensando nisso... Na 7ª série, eu era apaixonado pelo colégio. Vivia ali! Tinha amigos, peguetes e amores platônicos, claro. Quando os últimos anos se aproximaram, eu ficava pensando o quanto aquilo ia me fazer falta, só que no último ano, com novos amigos, a coisa mudou. Eu não via a hora de me livrar da escola. Me livrei e, de verdade, não sinto falta. Dali, trouxe para o dia a dia as pessoas que melhor tinha para conservar. Claro, algumas não quiseram vir; outras vieram e largaram o barco mais tarde (inserir trilha sertaneja nesse momento). Agora com a UnB chegando ao fim e tendo feito poucos (será?) amigos ali, bate o mesmo sentimento. Acho que vou sentir saudades, mas não vejo a hora de sumir. E vou querer comemorar isso com todos! Repito, TODOS. O meu churrasco de libertação está só esperando o resultado dos Estudos Independentes sair para ser marcado.
CINEMA
Nesse ano, 3 filmes me deixaram com muita expectativa: Capitão América, Super 8 e o brasileiro O Homem do Futuro. O primeiro me surpreendeu positivamente e só aumentou a vontade de ver O Incrível Homem Aranha. Lanterna Verde, que eu não esperava tanto, pelo infinito número de trailers que eu já tinha visto, também surpreendeu. Filmaço, bem descontraído e com aquele docinho de coco. Já Super 8 era para ser o meu filme do ano! Afinal, J.J. Abrams e Steven Spielberg assinando uma produção, a menor expectativa é alta. Como o filme estreou antes na Europa, já haviam me dito que não era tão bom, que era muito Sessão da Tarde. Um dia antes deu assistir, li outra pessoa falando que era um dos melhores filmes que havia assistido. E eu confiei. Achei que fosse gostar, mesmo não sendo perfeito. Pois bem, Sessão da Tarde se tornou um adjetivo, a melhor explicação para o que é o filme. E apesar de ótimas e ótimas críticas a respeito, não me prendeu. Talvez as críticas sejam baseadas num saudosismo, numa volta às películas que marcaram época. Só que eu queria um filme foda! Podia até ser Sessão da Tarde daqui uns 17 anos, quando eu mostrasse para o Lucas Júnior. Me decepcionou. Assim como Cilada.com e Pinguins do Papai, eu errei com Super 8 e Lanterna Verde: achei que ia ser foda e tosco, respectivamente, e o contrário que se concretizou. Agora, fico esperando mês que vem para conferir O Homem do Futuro. Os primeiros teasers me lembraram muito De Volta para o Futuro (quero até baixar a trilogia), só que no último trailer em cartaz, o filme tomou um quê de comédia pastelão que me lembra até aquele outro que os amigos entram numa banheira, levam um choque, voltam para o passado e criam o Google com outro nome. Vou assistir pela cena do carro, pelo Wagner Moura e pela Aline Moraes, só que já vou com a expectativa reduzida. Talvez seja aí que eu acerte!
Dia desses, estava voltando para casa, por volta das 11 da manhã, e entrei naquele bom e velho coletivo, de sempre. Ônibus pouco cheio, paguei os 3 reais à cobradora, passei a roleta e procurei logo um lugar ao fundo do veículo. Vocês já sabem (ou deveriam saber) desse meu hábito! No último banco, aquele com espaço para 5 pessoas, tinha do lado esquerdo uma mulher e do direito um garoto, camiseta de colégio público, ensino fundamental. Localizem-os em azul e vermelho na ilustração abaixo, feita por mim. No banco a frente da mulher citada, estava outra mulher e foi essa que mais pareceu menos amigável e fedida, sentei ao seu lado (estou de marrom na imagem).
Durante o caminho, com fone de ouvido e meus óculos escuros, sem dormir porque o trajeto era curto, eu observava a paisagem das quadras 8 e 26 do Park Way. Relembrando todos esses anos que ali vivo e pensando como cansei de todo dia por lá passar, de ônibus. Sorte que dessa vez o coletivo estava bem vazio, confortável. Pensava eu naquela hora que a viagem era curta, eu estava de férias, chegaria em casa, tomaria uma coca-anti-ressaca, arrumaria a mala e mais tarde pegaria um avião para um divertido fim de semana em Palmas.
Enquanto observava uma batida do outro lado, um pouco a frente do caminho, meu rosto ia virando pra acompanhar o evento doutro lado da pista, observo em um lance de piscar de olhos que o jovem do ensino fundamental de uma escola pública estava, como dizer, BATENDO PUNHETA. No mesmo instante, ele puxou a mochila que estava na poltrona ao lado e colocando seu órgão sexual (popular, pinto) dentro das calças. Algo como 5 segundos deve ter sido o tempo entre o momento que o flagrei, o momento que ele percebeu e o momento que me voltei para frente.
Faltava pouco para eu chegar em casa. Nesse pouco tempo, não olhei novamente para o rapaz. Só que a minha excelente visão periférica constatou que ele não voltou a fazer sexo consigo mesmo.
Cabe agora, a reflexão. Sinceramente, acredito que o rapaz sofre de alguma deficiência mental. Não aparentava qualquer doença, mas... normal ele não era. Muito criança para ter aquelas taras de voyeurismo. Pensei também no que fazia a mulher sentada atrás de mim, na mesma fileira que o jovem excitado. Será que ela viu? Não sei, continuou comendo seu amendoim, como se nada tivesse acontecido. A que estava ao meu lado não viu. O pessoal lá da frente também não.
Pensei também: se esse moleque voltar a se bulinar, devo eu alertar a cobradora?! Afinal, o Pátio Brasil deixa bem claro em seus banheiros (medonhos, por sinal): é proibido o ato sexual e atos obscenos em local público. E a moça ao meu lado? Se ela tivesse percebido, deveríamos comentar alguma coisa? Tenso. Ele não voltou a fazer nada enquanto estava eu no coletivo. Sorte a minha.
Na verdade, sorte a do cara que estava na frente dele. Já pensou se eu não viro e o menino chega até o fim? A coisa ia ficar suja.
Lucas Mansur, heterossexual, administrador de empresas, pedagogo e a favor da norma culta.
Antes de mais nada, uma breve apresentação desse que vos escreve. Acho também necessário falar que eu não votei na Dilma, nunca votei no PT e, desde que tenho uma consciência madura e crítica, sou contra partidarismo a todo o custo movido por fanatismo e paixão. Ter votado no José Serra nas últimas eleições não me impediu de torcer para que o Agnelo Queiroz (do PT) fosse Governador em Brasília. Não votei nele apenas por não achá-lo capaz, ainda assim, inúmeras vezes melhor que os seus adversários. Contudo, abster-se também é tomar uma posição!
Estou no fim do 5º semestre de Administração de Empresas e entrando no último de Pedagogia. Sou virginiano, atento a detalhes e corrijo quem fala ou escreve errado. Principalmente, família e amigos. Pretendo trabalhar com Marketing, não atuar em sala de aula. Tenho além da base teórica que a Universidade de Brasília deu, um senso crítico natural e que muitos (muitos!) de direita, esquerda, universitários, analfabetos, heterossexuais, homossexuais podem compartilhar.
No ano passado, uma professora comentou que só não votaria na Dilma por um motivo: o então ministro da Educação continuaria no cargo com a vitória da petista. Confirmou-se e Haddad continuou. Ela, à época, não entendia como um Governo que criticara tanto Paulo Renato e suas ações "capitalistas" e tidas como uma espécie de "terceirização" da Educação poderia manter um ministro que não conseguia coordenar sequer uma prova como o ENEM. Fico agora até me perguntando quais seriam as opiniões desta professora, também docente de Filosofia, sobre as duas últimas ações evidenciadas pela imprensa, programas de humor e discutidas nas rodas de bar. Falo do Kit Gay e do livro tratando o uso (ou não uso) da norma culta.
Posso me apoiar na frase que "de boas intenções, o inferno está cheio", porque acredito sim que ambas as ações têm como base comum intenções positivas e fundamentação nos melhores teóricos da Educação. Estudamos e é defendido no ambiente acadêmico que deve-se tratar os iguais como iguais e os diferentes como diferentes. Não se deve tampar os olhos, imprimir (pré)conceitos ou discriminar o outro, seja por sua orientação sexual ou pelo modo que fala. Discordo de um outro professor, esse economista, que falou: "os acadêmicos querem levar para as escolas o que lá é estudado", e ele vê isso como um erro. Apesar de concordar que a Universidade (falando especialmente da Faculdade de Educação da UnB) trata assuntos sob um prisma muito ideológico e pouco prático, existem sim temas que são facilmente aplicáveis, bastando "apenas" boa vontade, planejamento e discussões.
O MEC iria disponibilizar um material para as escolas públicas contendo vídeos com a temática da discussão da homossexualidade, trabalhando então a homofobia e o famoso bullying. Prática louvável! Visto que o preconceito não é genético e que a escola é elemento importante na formação da moral e valores. Até entendo as senhorinhas que falam que isso pode incentivar o homossexualismo. São as mesmas que culpam as novelas da Globo pelo número de gays e ignoram os padres pedófilos. Chamemos isso de ignorância, valores, religiosidade, enfim... O que coloco aqui é que sou a favor da NÃO DISTRIBUIÇÃO desse kit, assim como aconteceu. Não a favor do que o Bolsonaro defende! Agora vem a enxurrada de opiniões pessoais: achei os dois vídeos agressivos. Chamem de hipocrisia, preconceito ou o que for. As próprias aulas de educação sexual, por exemplo, são tratadas cheias de dedos. Defendo que o tema seja AMPLAMENTE discutido, de uma forma suave e, ainda assim, com uma abordagem pontual e de resultado. Eu mesmo consigo pensar em outro tipo de campanha, mas isso é trabalho!
Agora falemos de um ponto menos polêmico e discutido às vistas de conceitos superficiais e que pouco contribuem para a discussão. O livro que foi ADOTADO pelo MEC e diz que é correto falar com erros de concordância, dependendo da situação, tem, novamente, uma ótima intenção. O Brasil é um país com proporções continentais, existem diversos brasis distribuídos por aqui. Isso falando de cultura, cores, paisagens, clima e até no modo de falar. Baianês, minerês... Todas as variações lingüísticas (regionalismos também) unidas por um único idioma: o português. O professor em sala de aula não pode condenar um aluno filho de pais mineiros que fala diferente dos colegas gaúchos, por exemplo. Uma pessoa formada não pode exigir de uma outra que mal foi alfabetizada um idioma impecável. Não temos a obrigação de saber como se lê palavras em outros idiomas; aceita-se que se fale o que aqui é escrito como aqui se lê.
O problema todo do livro (fora outros como a posição política expressa sem critérios, apenas no partidarismo) está em não incentivar o uso da norma culta, está em colocá-la apenas como "adequada em certas ocasiões", para que que o falante não seja VÍTIMA de preconceito. No vídeo abaixo (repleto de excelentes falas), pontuo a seguinte: a escola é o lugar onde a criança deve aprender, entre milhões de coisas, como se fala a nossa língua materna, da maneira como foi construída (a norma culta). O linguajar da Internet, será nela aprendido. Falar de maneira informal, aceitando erros ou imprimindo regionalismos também se aprende na vida, no dia-dia, na transmissão de cultura que acontece a cada ato humano. Corrijo-me: a escola deve sim trabalhar a questão da aceitação do diferente, do outro... assim como anteriormente falado.
O que fica claro é que há um avanço na história da Educação, ao contrário do que retrógrados (o vilão Bolsonaro e as amáveis senhorinhas) podem afirmar. O MEC sinaliza para aquilo que há anos já vem sendo pensado, não só ações pontuais ou programas de Governo. Só que não adianta querer avançar se isso será feito atropelando o que deve ser mantido ou derrapando em um caminho que acaba na contramão. As ações devem ser bem pensadas e discutidas! Este texto ter sido escrito, você ter chegado até esse parágrafo e toda a sociedade atenta aos dois temas é um avanço. A discussão gerada é um avanço. Fica aqui a torcida para que sejamos todos ouvidos e que a história seja construída pautada em uma sociedade diversa. Não falo da sociedade brasileira, falo da mundial. Nossos problemas podem até ter um jeitinho brasileiro que complica muitas coisas, mas a discussão filosófica e a raiz de tudo que vem sendo discutido está presente no planeta inteiro. Também não são assuntos novos, são características essencialmente humanas. A diferença é que o diferente (todos nós) passou a requerer aquilo que lhe é o maior direito: ser tratado como igual (como ser humano!).
Nos últimos meses, as coisas estão bem puxadas. Antepenúltimo semestre em uma faculdade que vou apresentar monografia em um mês; penúltimo semestre noutra que formo no fim do ano e ainda não tenho a menor noção do que dissertar; e um estágio que estava tranquilo demais e que, de tanto pedi, ganhei todo o trabalho do mundo. Sem nenhum exagero, acreditem.
Como se não bastasse, depois de 3 anos fazendo duas faculdades, já começo a sofrer a pressão de largar de ser ESTUDANTE e começar a figurar como DESEMPREGADO. Claro, estou antecipando um sofrimento que pode até não ocorrer. Afinal, torço pra que aquele tanto de "super dotado", "inteligente" e "o melhor aluno da sala" tenham chegado aos ouvidos de Deus ou daqueles que ditam destinos gloriosos aos caras do Marketing.
Fato é que já começo a pensar em Pós-Graduações, a ler sobre ESPM e FGV e, obviamente, pesquisando pra ver se existe FIES para graduados. Existe? Também já penso em passar 6 meses morando fora, realizando o american dream ou a sacanagem universitária na Austrália. Verdade é que nunca fui o estereótipo do universitário fanfarrão. Quem faz duas faculdades, ganha o dobro do estudo e a metade da diversão. Mais um motivo pro Big Boss guiar com pedrinhas de brilhante a minha highway.
Daí o rapaz vai e conversa com sua mãe, que sempre te achou "com potencial" para fazer Direito, Medicina ou Engenharia... Como se o que eu faço não precisasse de potencial. Tirando Medicina e algumas outras coisas, acho de verdade que qualquer um com o mínimo de intelecto, vontade e facilidade em aprender cursa qualquer curso! Atirem suas pedras nesse momento, DOUTOR ADEVOGADO. Voltando, conversando com sua mãe, ela parece finalmente ter acreditado que você será um bom administrador ou marketeiro ou publicitário ou dono de padaria. Ela começou a confiar em você ou desistiu de lutar contra.
Em seguida, vai e conversa com uma prima, a fim de saber mais sobre as pós e aí, o baque: "melhor você estudar para concurso". PORRA. Além de não ler meu blog, jogou fora todos os milhões de créditos que estou cursando. Você que também não leu meu blog, vou falar o que acho de concurso público: é a maneira mais fácil de se acomodar na vida.
Se já não tá fácil sofrer um ano antes aquilo que tem gente que nunca vai sofrer, ou por sorte ou por baianidade, fica ainda mais complicado quando começo a pensar nisso e vejo que as coisas ainda são ridiculamente fáceis, marujo. O pior ainda não chegou. Chega em 1 ano! TODOS ORAM.
Não faça um blog se você não tiver muito tempo livre. Nunca! É complicado deixar de escrever depois que começa e percebe que as pessoas leem. Algumas sem que você peça, outras sem que você saiba. Como o Meus 20 poucos é nada mais que um espaço pessoal e nele posso falar de amenidades, polêmicas e até fantasias, sempre tenho mil ideias para textos. Executá-las que são elas...
Veja bem, essa semana teve a reportagem polêmica do Bolsonaro! O cara extremamente preconceituoso e retrógado falou sem pensar e esquentou os nervos de muitos. Renderia um texto enorme, não só pela entrevista, mas por sua repercussão. O que eu achei de tudo isso? As opiniões dele são homofóbicas e racistas, claro. Só que não são nada além de muitas que escutamos por aí. Ele fala que não quer um filho gay e não acredita na competência de cotistas. Opiniões que se faladas com outras palavras podem até ser aceitáveis e geniais. Opiniões que muitos não dizem, mas pensam. O sistema de cotas é claramente usado por muitos como artifício para entrar com uma nota de corte menor em Universidades. Muitos que não são negros, nem carentes, nem necessitados. As religiões, em sua maioria (não vou googlar pra chutar uma porcentagem), não aceitam homossexuais como "seres 100% originais da fábrica de God". Elas podem até tolerá-los e coisa e tal, mas não os aceitam como iguais. Bolsonaro foi ignorante como qualquer outra senhorinha que se assusta com esses fãs da Madonna e do Restart. Por que não podemos chamá-lo de religioso ou ignorante? Vejam bem, eu vou escrever em caps lock e negrito para quem não entende opiniões críticas e que fogem a onda polêmica: EU NÃO CONCORDO COM O QUE BOLSONARO FALOU. Só estou questionando a polêmica em torno de suas respostas.
A mesma galera que caiu matando em cima desse ser humano desprezível, caiu matando em cima da Maria, do Big Brother, por exemplo. Qual o motivo? Uma outra participante ouviu que Maria era garota de programa e compartilhou o que tinha escutado. Daí então, as milhões de almas recatadas, recalcadas e virgens não aceitaram. Sem nem saber se era verdade, o Mau Mau voltou pra casa e rejeitou a garota. O papel ridículo que ela fez ao correr atrás dele conquistou a galera que via 1) graça naquilo tudo ou 2) identificação por também já ter passado por uma situação parecida. Foi esse o discurso de Pedro Bial ao proclamá-la vencedora: de que ela também refletia milhões de mulheres (e homens) rejeitados. No momento da final, choviam comentários e piadas (muitas deveras engraçadas) sobre a garota de programa. Mulheres que a defendiam verozmente em uma vibe feminista e outras puritanas que não entendiam uma suposta PUTA ganhar. Quanta hipocrisia, meu Senhor! Essas mulheres, mais recalcadas que recatadas, estavam um dia antes criticando o Bolsonaro por ser PRECONCEITUOSO.
Preconceitos em simples análise semântica é um conceito pré formado. E isso, meus queridos, TODOS TÊM. Eu tenho incontáveis preconceitos! E olha que já tive mais. É que vamos quebrando muitas dessas opiniões pré formadas. Como só tenho 20 poucos, é bem provável que daqui há algum tempo, eu reduza muitos desses preconceitos. Ainda assim, levarei outros para o caixão. Não só os que já tenho, mas também os que irei adquirir. Estamos sempre quebrando e construindo novos preconceitos. Existem algumas "opiniões" que escolheram ser HORROROSAS... e claro que são. Julgar alguém pela cor ou orientação sexual é inadmissível, mas não é quando julgamos pelo mau cheiro, roupas ou condição social. É? Claro que é, mas todos fazemos isso. E nem vou perder tempo enumerando exemplos. Meus leitores são inteligentes!
Se em um dia se faz piada pela milésima vez sobre a internação do José Alencar e noutro critica-se quem brincou com sua morte, algo tá errado aí. O problema é que levamos tudo muito a sério, a ferro e fogo. Algumas coisas foram definidas como sérias e intocáveis e nem são. Não que brincar com a morte de alguém seja bonito, mas se tem país que comemora, por que xingar muito no Twitter por alguém que brincou com isso? Não siga, não tuite, não leia caso não goste. Está na hora de pensar em coisas mais sérias, ou melhor, de parar de pensar. Está na hora de agir, ao invés de ficar sentado e reclamando, se fazendo de santo, moderno e "despreconceituoso". Eu tenho adotado uma atitude mais FODA-SE na minha vida, procurando me afastar daquilo que me estressa. Essa galera BURRA que eu falei me estressa de um tanto que me levou a escrever esse texto. Espero que sirva para alguma coisa: antes de sair bancando o troll ou moralista, pense duas vezes. Se pensar, vai ver que têm coisas que ninguém precisa ouvir. Geralmente, aquelas estampadas nas suas atitudes e contraditoriedades!
Pra quem ainda não viu, coloquei uma coluna à direita do blog com temas que surgirem ao acaso e que prometo escrever ou não. O assunto do post de hoje já estava lá!
Têm muitas coisas que me irritam bastante. Muitas mesmo. Nos últimos anos, desde que entrei na faculdade, não aturo quando alguém me pergunta se eu vi que saiu determinado edital para concurso tal. Fora aqueles mais distantes que já chegam perguntando: "Prestou a prova do Tribunal Não Sei Qual?". Não, porra! E aí, é proibido não ser doido por concursos públicos?
Alguns agravantes na minha situação, em particular: família extremamente política e cheia de servidores; e moro em Brasília, a cidade dos concursos. O que tem aliviado minha barra para os outros é que faço duas faculdades e fica mais complicado estudar para concursos. Ainda assim, me olham como um leproso ao falar que não penso em concurso. Tenho até usado uma desculpa: "Esse ano não. Vou deixar pra estudar ano que vem, quando me formar". Parece que as pessoas aceitariam melhor se eu falasse que sou transexual ou que tenho Herpes. Não ser concurseiro é feio!
As vantagens de passar em um concurso público são notáveis. Atingir logo uma estabilidade, um salário fixo, horário certo, atividades bem determinadas e ser legalmente protegido de ofensas. Importante: juízes de futebol não são concursados! Eu entendo minhas tias quererem que eu passe em um concurso, afinal, ou elas estão aposentadas com bons salários ou suaram muito as anáguas trabalhando em vários trampos até se estabilizarem. É normal desejarem um caminho menos árduo e tortuoso para nosotros! Aceito também jovens que vivem em condições sociais desfavoráveis e que vêem no sonho de ter o nome no Diário Oficial a única chance de uma vida melhor, financeiramente falando.
O que eu não consigo entender e nem aceitar é a fixação em concursos públicos de alguém começando a vida, com certa base de sustento, inteligente, cheio de vontade de crescer, a mente criativa e idade para quebrar a cara muitas vezes antes de alcançar o pote cheio de ouro no fim do arco íris. Quem cansa de falar do número de desempregados, também já cansou de ouvir que há empregos sim, falta é qualificação. Essa desculpa só cola para gente burra, preguiçosa e sem autoconfiança!
Faço faculdade, procuro novos cursos, planejo viagens, pós graduações, estágios e um monte de outras coisas não para aparecer e usar minha desculpa master de "faço duas faculdades", faço isso pensando em um futuro próximo. Assustadoramente próximo! Sei que não é fácil passar em uma dessas seleções para órgãos públicos, mas é claro que é um caminho mais seguro do que se aventurar e se equipar para o clichê dos clichês: o mercado de trabalho.
Pode até ser que daqui há alguns anos eu esteja aconselhando amigos, primos, sobrinhos e namoradas a sentarem a bunda (no último caso, "a gostosa da bunda") na cadeira e estudar praquele edital do Tribunal Tal. Talvez não, por eu não fazer o tipo "funcionário público". Apesar de gostar de rotina e organização, gosto de desafios e odeio trabalhar como máquina. Optar pelo caminho mais fácil e seguro me parece chato! Por enquanto, eu desejo que você estude muito, mas estude o que gosta. Desejo que se mate para se formar daqui a pouco e quebrar bastante a cara depois. Quebrar só para valorizar o momento em que estiver no emprego dos seus sonhos, seja qual for. No meu caso, bem longe de um órgão público.
Anexos:
- Existem concursos E concursos. Generalizei só para ilustrar o texto.
- Minha difícil vida de goiano-brasiliense: não toco violão, não curto Legião e não faço cursinho para concurso.
Tivemos, ao longo das décadas, uma série de grandes fenômenos de popularidade, grandes ondas musicais e ídolos mundiais. Da Jovem Guarda, saiu Roberto com título de Rei e, anos depois, cantando quase as mesmas músicas do seu auge décadas atrás, ainda é idolatrado. De sua turma, outros não mantiveram o sucesso, mas as senhorinhas lembram até hoje. Não cansam de dizer: "tal cantor era tão lindo naquela época". Tivemos Michael Jackson, Madonna, Beatles... No Brasil, em história recente, Mamonas Assassinas são lembrados 15 anos após o acidente fatal. Ayrton Senna também se manteve eterno. As crianças cresceram acompanhando Sandy e Júnior, Xuxa, Angélica... Na TV, Antônio Fagundes e Zé Mayer são galãs até hoje.
A distância entre os ídolos era algo gigantesco. Coleção de revistas, cartinhas para emissoras, caravana para acompanhar shows, uma odisséia por um autógrafo e, nas maiores das realizações, uma foto e um abraço. Daí veio a internet, sempre essa... Os novos ídolos nasceram ou tornaram-se famosos através da internet. Podemos citar as bandas de rock atuais que são, em grande parte, frutos ou mantidas pela rede. Há ainda, exemplos no sertanejo, na apresentação de programas e até nas universidades.
Se um vídeo e um blog podem alçar alguém ao sucesso, podem trazer uma legião de xiitas, caso algo dê "errado". Fãs agora se denominam família. Parece aquela coisa interiorana, onde há disputas entre as famílias mais poderosas da cidade. Se um Bruno Mazzeo brinca com a vesguice do Luan Santana, coitado! Quisera ele ter nascido na época de seu pai. E quando um erro de produção impede um grupo de apresentar-se na data e local combinados? Puta falta de sacanagem.
Está mais fácil divulgar um trabalho, propagar um sucesso, acompanhar um cantor, saber as notícias de um ator, rever os programas de seus apresentadores favoritos etc. E o lado negativo? Será que aquele distanciamento não era saudável?! Não que os famosos e idolatrados fossem unanimidades, mas acredito que, outrora, o sucesso era algo mais difícil de ser alcançado: exigia mais trabalho e, de fato, talento (ou carisma e beleza). Carisma e beleza (talvez talento também) estão presentes em muitos dos frutos da internet, mas é uma onda tão grande de novas celebridades, bandas e outros, que muita coisa boa se perde no caminho e não aparece.
Há uma nova categoria: as das micro-super-celebridades. Restart, Felipe Neto, PC Siqueira, Deeercy, Hugo Gloss... Certeza que meus pais não conhecem nenhum desses! Em seus perfis sociais, acumulam milhares de seguidores e formam opiniões. Eles são alvo da dor e delícia de serem famosos, em menor escala. Alguns já saíram do "anonimato" e estão plantando sementes na televisão, aonde se encontra a grande massa.
As coisas mudaram! Temos celebridades no Twitter, no mundo dos blogs, no My Space, no Youtube... O tráfico entre uma e outra plataforma nem sempre é um ensaio para adentrar a tv ou o rádio. Outras vezes, a internet é apenas meio de chamar atenção de produtores atentos às novidades da rede, para largar esse submundo e ser celebridade nacional, cantando, atuando ou apresentando.
Sei não, sou contra qualquer tipo de fanatismo. Acho inconcebível alguém denominar-se Presidente do Fã Clube Tal, seja ele do Rebelde ou do Lula. Talvez seja este o ponto, antes da internet, a gente não tinha tanto acesso a isso. É capaz que o fanatismo, as "famílias" e os xiitas não sejam frutos da rede, apenas tenham ganhado notoriedade com ela. E com essa notoriedade, poder! Aí que mora o perigo. E como já disse Regina Duarte, EU TENHO MEDO.
Hoje é o Dia Internacional das Mulheres e eu até tenho um post sobre mulheres para escrever, mas diz muito mais sobre os meus machismos do que sobre elas. Então, como não é dia de polemizar com as Evas do meu Brasil, vou falar de monografia. Mesmo porque, tenho tido muito mais monografia do que mulheres nos últimos dias (semanas, meses e anos).
Estou, desde o começo de fevereiro, com a monografia em ação. As últimas 5 semanas foram utilizadas para concluir o pré-projeto, ou projeto de pesquisa: aquilo que indicará o que a monografia, de fato, será. Definir assunto, tema, objetivos geral e específicos, metodologia e ir atrás de artigos, livros e documentos que darão fundamento teórico ao trabalho de conclusão de curso.
Você já deve ter lido o monte de reclamações que aqueles que estão monografando despejam sobre os demais. A gente meio que pensa ter assumido todo o peso do mundo e utilizamos desse trabalho como muleta, desculpa e qualquer outra coisa. É trabalhosa? É, sim. Ainda assim, só é um pouco mais trabalhosa que artigos e trabalhos feitos no decorrer do curso. Isso, se você está fazendo um curso decente e "de acordo com as normas da ABNT".
Se tem uma coisa que me irrita, em especial, na monografia é a parte da Revisão Bibliográfica. Existem coisas que irritam, mas não são irritantes. Elas apenas se tornam assim pelo trabalho que dão ou pelo momento que acontecem. Mas, Revisão Bibliográfica é um cu! Pensa comigo, você lê MUITOS livros, MUITOS artigos e tem que fazer um apanhado de citações, emendando-as com "elementos coesivos". Nesta parte, você tem que justificar sua pesquisa, conceituar todos os termos-chaves e, quem sabe, EXPLICAR TODA SUA MONOGRAFIA.
Acho válida e necessária a presença das citações. Elas dão sustento a qualquer texto e, às vezes, servem pra substituir aquele parágrafo que você não consegue terminar. Não é difícil fazer essa parte, a Revisão Bibliográfica, mas eu me sinto meio inútil de explicar tudo aquilo que eu queria falar, usando palavras dos outros. Sente?! É meio que tirar todo o mérito que eu procurava ter com o trabalho.
Me desejem sorte porque ainda tenho 4 meses de mono pela frente. E não se esqueçam, estou fazendo monografia, a vida não está fácil, ando ocupado, estressado e preocupado. Deve ser por isso que tive mais elementos para falar de monografia do que de mulheres!